Boas vindas

Iniciei este site à procura das origens dos Chiaradia, dos Rennó Gomes e dos Lisboa e me deparei com os Sanseverino e um entrelaço de várias familias europeias que nos precederam. A história é emocionante, cheio de guerras, batalhas, cruzadas, traições, administradores capazes e obras que permanecem até hoje, inclusive uma delas considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. 

    

Como nos entrelaçamos com os Sanseverino? Minha tataravó pelo lado materno, Giulianna Chiaradia era uma Sanseverino, cuja história pude levantar até seu início, em 1011. Os fundadores dos Sanseverino eram normandos, cuja história pude também identificar entre as familias scandinavas até pelo menos o século II DC. O entrelaçamento dos Sanseverino com algumas das mais importantes familias européias está aqui refletido.

   

Recentemente encontrei um belo trabalho feito por notários em São Paulo sobre os Costa Manso, os ancestrais de minha avó materna, Carmelina Costa Machado, que remonta à vinda dos portugueses ao Brasil no século XVI. 

   

Encontrei e está refletido aqui, a genealogia dos Rennó, da minha esposa Helena Maria, um imenso grupo de pessoas entrelaçadas e representadas nas grandes familias do sul de Minas Gerais, no Brazil.

   

As familias Abreu e Paiva, ancestrais de minha esposa, outro importante ramo dos formadores do sul de Minas Gerais, estão aqui identificados.

   

Iniciei os trabalhos e por muito tempo utilizei o Family Tree Maker, até que recentemente encontrei o MyHeritage.com. Este é um sistema que permite a qualquer um, como você e eu, criar um site privado para sua família, criar sua árvore genealógica e compartilhar fotos e informações de família.

    

Participe você também no aprimoramento de nossa árvore. Reveja os dados que lhe dizem respeito.

   

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A nossa árvore genealógica está publicada online neste site! Existem 13042 nomes no nosso site de família.

   


O site foi atualizado em 11 de Dez de 2017, e ele tem atualmente 63 membro(s) registrado(s). Se você deseja se tornar um membro também, por favor clique aqui.    

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Silverio Chiaradia Fernandes

 

 



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Histórias familiares:A litle about Italy prior to Sanseverino
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jan de 22 de 2017 05:00

The city of Rome declared independence from the Roman Empire in 751 AD. By that time, Italy was divided into Lombard and Roman possession. The Byzantines controlled Southern Italy and the Exarcahte of Ravenna, while the Lombards controlled most of Northern Italy and Benevento. The Lombards took the Byzantine Exarchate in 751 AD. Pope Stephen II, who ruled Rome, declared independence from the Byzantine Empire and appealed to Pepin the Short, King of the Franks, for help. Pepin defeated the Lombards and gave lands to the Pope, establishing the Papal States. The Byzantine Empire still controlled Southern Italy until Norman conquest in 1071.

\"Italy

Italy in the 8th century

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Memórias de famílias:O Brasil da Chegada dos Chiaradia
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Set de 25 de 2016 18:08

Por que será que jovens ricos e aristrocratas, ao sairem da Itália fugindo do Rei Vitor Emmanuelem 1872, podendo ir para qualquer lugar tanto na Europa quanto nas Américas, resolveram vir logo para o Brasil? Quem era o Brasil naquela época ?

Veja um apanhado do Império Brasileiro e de como era visto então:

Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta, em seu último ano de reinado em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo à educação, à construção de Faculdades e principalmente à criação de inúmeras Escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

Em 1887, a média da temperatura na cidade do Rio de Janeiro era 24° no ano. No mesmo ano a máxima no verão carioca no mês de janeiro foi de 29°.

A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

Em 1871, a Imperatriz Teresa Cristina doou todas as suas joias pessoais para a causa abolicionista, deixando a elite furiosa com tal ousadia. No mesmo ano A Lei do Ventre Livre entrou em vigor, assinada por sua filha a Princesa Imperial Dona Isabel.

(1880) O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.

(1860-1889) A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.

(1880) Eram 14 Impostos, atualmente são 98.

(1850-1889) A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.

(1880) A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.

(1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo, abaixo apenas da Inglaterra.

(1860-1889) O Brasil era o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

(1880) O Brasil era o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil Km.

A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador. "Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho. "Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo que 'causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo na Inglaterra, onde se tolera uma dose bastante forte de liberdade, um processo de alta traição'." Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura.

"Imprensa se combate com imprensa", dizia. "Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo, a Monarquia. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou"

Outros fatos:

A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.

Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como “A Cidade Dos Pianos” devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos.

O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias, flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel.

O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

Desconstruindo boatos, D. Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos.

Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos.

Na época do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve participação popular.

D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que em 17 era fluente.

A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade. Na época, nos Estados Unidos, os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.

Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.

Pedro II fez um empréstimo pessoal em um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.

Fontes: Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas Do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional, Wikipedia.

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Genealógia:O que ainda falta / Ciò che manca / Lo que falta / What is missing
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jan de 15 de 2016 06:12

Embora eu tenha descoberto quem foi a mãe do meu bisavô Paulo Chiaradia, não encontrei ainda informações sobre os ancestrais de Saverio Chiaradia, o pai de Paulo. Na região de Chiaromonte, Francavilla, San Severino Lucano encontrei vários Paolo Chiaradia, todos da mesma época, mas de familias diferentes, com pais e mães diferentes. Isto cria uma certa confusão com os decendentes aqui no Brasil, uma vez que, recentemente, alteraram em cartório um documento original para adequar a uma das informações de um dos Paolo Chiaradia escolhido, diferindo das minhas pesquisas. Identifiquei outros Chiaradia na Argentina, nos USA e na Italia, mas ainda não consegui fazer a conexão correta. E nem qual é a conexão entre os Chiaradia na Basilicata no século XIX e os atuais na Puglia e outras províncias italianas. Estou à procura desta conexão.

Anche se ho scoperto che era la madre di mio bisnonno Paolo Chiaradia, non ho trovato informazioni su gli antenati di Saverio Chiaradia, il padre di Paolo. Nella regione di Chiaromonte, Francavilla, San Severino Lucano trovato parecchi Paolo Chiaradia, tutto allo stesso tempo, ma da diverse famiglie con diversi padri e madri. Questo crea un po 'di confusione con i discendenti in Brasile, come recentemente modificato autenticata di un documento originale di conformarsi ad una delle informazioni da uno dei Paolo prescelto Chiaradia, diversa dalla mia ricerca. Ho identificato altri Chiaradia in Argentina, gli Stati Uniti e l'Italia, ma ancora non sono riuscito a fare un collegamento adeguato. E non è quello che la connessione tra Chiaradia in Basilicata nel XIX secolo e il presente in Puglia e in altre province italiane. Sto cercando per questo collegamento.

Although I have found out who was the mother of my great-grandfather Paul Chiaradia, I have not found information about the ancestors of Saverio Chiaradia, the father of Paul. In the region of Chiaromonte, Francavilla, San Severino Lucano found several Paolo Chiaradia, all in the same time but from different families with different fathers and mothers. This creates some confusion with the descendants in Brazil, as recently amended notarized an original document to conform to one of the information from one of Paolo chosen Chiaradia, differing from my research. I identified other Chiaradia in Argentina, the USA and Italy, but still could not make a proper connection. And not what is the connection between Chiaradia in Basilicata in the nineteenth century and the present in Puglia and other Italian provinces. I'm looking for this connection.

Aunque he descubierto quién era la madre de mi bisabuelo Pablo Chiaradia, no he encontrado información sobre los antepasados de Saverio Chiaradia, el padre de Pablo. En la región de Chiaromonte, Francavilla, San Severino Lucano encontró varias Paolo Chiaradia, todos en el mismo tiempo, pero de diferentes familias con diferentes padres y madres. Esto crea cierta confusión con los descendientes en Brasil, tan recientemente enmendada notariada un documento original para cumplir con uno de los datos de uno de Paolo elegido Chiaradia, a diferencia de mi investigación. Identifiqué otra Chiaradia en Argentina, EE.UU. e Italia, pero todavía no podía realizar una conexión adecuada. Y no lo es la conexión entre Chiaradia en Basilicata en el siglo XIX y la actualidad en Puglia y otras provincias italianas. Estoy buscando a esta conexión.

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Memórias de famílias:Os Chiaradia
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2014 14:23

Não somos muitos, mas pequenas comunidades de Chiaradia são identificadas em várias partes do mundo, para minha surpresa. Sempre tive a idéia de que éramos poucos, mas uma só familia, idéia esta passada por minha mãe, tias e Vovô Silverio. As histórias de familia sempre foram cercadas de mistérios na casa de Vovô, o que sempre me intrigou e foi o que me instigou a pesquisar mais.

Os primeiros Chiaradia que encontrei dizem ter sido provenientes do norte da Itália, na região limítrofe com a Áustria. Alguns dêles desceram para o sul e foram trabalhar em fazendas e lá constituiram familia. Vieram em levas diferentes, mas havia um boa concentração no principado de Salerno. Hoje encontram-se na Europa uma dezena de familias remanescente espalhadas pela Itália e Alemanha.

Nos meados no século XIX, reflexo talvez, de uma lado, da guerra de unificação da Itália, e de outro, da atração que as Américas, o Novo Mundo, produzia nos europeus, houve um grande êxodo na Itália, com um reflexo nefasto na região de Chiaromonte, na Basilicata. Sanseverino Lucano, por exemplo, em pouco tempo viu sua população sair de um pouco mais de 5000 habitantes para menos de 2500. E nesta leva, vieram os Chiaradia e, um pouco mais tarde, seus primos, os Sanchez.

Na Argentina, dois grupos diferentes se radicaram: um na região de Buenos Aires e outro em Santa Fé. Não se identificam como parentes, embora ambos se reportam a Sanseverino Lucano como local de procedência. No Estados Unidos também se encontram grupos em vários estados sem aparente ligação entre eles. O patriarca americano, Eugenio Chiaradia, também veio de Sanseverino Lucano nos meados do século XIX, conforme atesta o registro de chegada em Nova York. Encontramos ainda Chiaradia no Canadá e na Austrália.

Aqui no Brasil vários são os ramos. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina os Chiaradia de lá vieram do norte da Itália e se desenvolveram como produtores de vinho. Um grupo deles fundou o Juventude, clube de futebol do campeonato gaúcho.

Aqui no sul de Minas consigo entender que tivemos pelo menos tres levas de Chiaradia. A primeira foi pequena, talvez um casal, lá pelos idos de 1820. Fixou-se na região de Brazópolis, era um comerciante tropeiro conhecido por Chico Brinquinho, pois usava um brinco, nada comum por aquelas bandas.

A segunda, com meu bisavô e seus tres irmãos, em 1872, fugindo das tropas de Garibaldi que, em nome de Victor Emanuel, derrotara as tropas de meu tataravô perto de Potenza, na Basilicata. Com bastante dinheiro, compraram as terras da serra de Mantiqueira na região entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. As fazendas se estendiam a Piranguçú e Brazópolis de um lado, e Campos do Jordão, São Bento, Pindamonhangaba e Taubaté, do outro. Estas fazendas se fragamentaram ao longo do tempo, mas parte ainda se encontra em posse de primos Realle, Ricota e Chiaradia. Não sei dizer se a escolha desta região se deve a Chico Brinquinho ter aqui chegado primeiro ou se deve ao fato da geografia do local se assemelhar ao da região de Chiaromonte e Sanseverino Lucano.

A terceira onda veio mais no fim do século XIX, início do século XX, fruto da campanha da República para atração de mão de obra na Europa, juntamente com muitos outros italianos. Parte deles se alojaram no interior de São Paulo e outros aqui na região de Itajubá.

A tendência de união de todos os Chiaradia em uma só familia é louvável, mas não me parece que representa a verdade. Tudo me leva a crer que a divisão teve início nas primeiras turmas que sairam do norte da Itália.

Mas porque a quase proibição de se tocar no "assunto familia" dentro da casa de meu avô? Posso pensar em várias teorias, mas nunca vou saber a verdade.

Uma delas seria o medo latente de serem descobertos aqui pelos enviados de Victor Emanuel ou de Garibaldi. Afinal foram derrotados em campo de batalha e eram parte dos Camisa Vermelha, rebeldes que lutavam contra a unificação. Victor Emanuel havia unificado a Itália em 1861 e, dez anos após, alguns condados ao sul da Itália ainda se rebelavam e não aceitavam a nova autoridade. Garibaldi voltou do Brasil, se reconciliou com o Imperador, e derrotou os condados rebeldes. Chiaromonte fora um deles. Com a morte do pai Saverio, Paolo Chiaradia era o novo Conde de Chiaromonte e fugira para cá. Pode ser, mas não justifica o envio posterior de todos os filhos até Chiaromonte e Sanseverino Lucano para conhecerem o local de onde os pais vieram. Todos foram, menos meu avo Silverio.

A outra teoria é menos histórica e mais comportamental. Paolo Chiaradia, de alguma forma, culpava meu avo pela morte da esposa, Júlia. Ela morrera um mês após o parto do meu avô. A segunda esposa, Humbelina, embora irmã da falecida, não era um boa madastra e logo meu avô, criança ainda, se mudou para São Bento do Sapucaí, SP, e foi ser educado pelo tio Miguel Chiaradia e lá criou grande amizade com seu primo Braz Realle, casado com Felicidade, filha do tio Miguel, e seu filho, Miguel Realle. Lá permaneceu praticamente até a época de seu casamento. Vovô tinha um expressão "Cuidado com os bastardos", que nunca vou saber a quem se referia. Mas este estado de bastante afastamento de seu pai talvez explique não ter se informado sobre as posses e título a que tinha direito como filho homem mais velho de Paolo Chiaradia. Estas terras e título lhe foram tirados pelo Governo Italiano, para surpresa sua, poucos meses antes de falecer, em 1972. Da mesma maneira, terras que herdara nos altos da Serra da Mantiqueira entre São Paulo e Minas, também lhe foram tiradas pelo governo do Estado de São Paulo pouco antes de sua morte. Ele também desconhecia esta posse. Teria dito : "Não fez falta até agora, não vai fazer mais". Em ambos os casos o motivo teria sido a falta de pagamento de impostos por mais de 30 anos.

Qualquer que seja a teoria, dificilmente vamos ficar sabendo.

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Memórias de famílias:Chiaromonte, Basilicata
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2013 21:35

Meu bisavô, Paulo Chiaradia, veio de San Severino Lucano antigo distrito do feudo de Chiaromonte. Tornara-se independente em 1806 após a conquista napoleôneca e o fim dos feudos. Creio ser interessante conhecer a história da região contida na história de Chiaromonte.

Chiaromonte

No cume que divide o vale do Serrapotamo do vale do Sinni, dentro do Parque Nacional de Pollino, está situado Chiaromonte, cidade antiga e rica em beleza arquitetônica e com uma vista maravilhosa para os vales abaixo.

História

O primeiro grupo de habitações de Chiaromonte surgiu na Idade do Ferro e prosperou até o século VI AC quando começou a entrar em contacto comercial e cultural com as colônias da Magna Grécia.

Entrou na órbita de Roma após as guerras samníticas contra as colônias gregas entre os séculos IV-III AC. Chiaromonte foi destruída pela general Crasso durante os combates das guerras servis, contra Spartacus, no século I AC.

O nome do lugar deriva do nome latim Clarus Mons, que faz referência à luminosidade do local graças a sua posição geográfica.

Depois do triste período de destruição atribuidas às invasões bárbaras no século V DC e ao breve período do reinado Ostrogodo (469-535), Chiaromonte voltou brevemente a fazer parte do Império do Oriente no final da guerra greco-gótica (535-553) para passar a fazer parte dos pertences lombardos no final do século VI DC.

No século IX DC, a vila foi destruída por um violento terremoto e teve que aguardar a chegada dos conquistadores normandos para começar a reconstrução.

Sob a dominação dos novos senhores, foi confiada à familia Chiaromonte e, sucessivamente, no período Angevin, no século XI DC, aos Sanseverino, que a governaram durante séculos.

A partir do século XVI e durante o século XVII, a população foi dizimada por frequentes epidemias de peste.

Somente no século XVIII, começou uma recuperação evidenciada pelo enriquecimento e construção de mansões.

City-tour

Chiaromonte é um lugar que exala charme graças a sua bela cidade medieval ainda íntegra e, com a sua posição agradável e estratégica, oferece vistas panorâmicas sobre os vales que a circundam.

O lugar é, em sua parte mais antiga, ainda cercada pelas muralhas medievais ao longo do qual se abrem arcos e portões entre os quais se destaca, por sua beleza e interesse artístico, a mais velha, Il Portello.

Interessante é a Igreja de San Giovanni; é possível datá-la para o entorno do século XII-XIII DC. Dentro preserva preciosas esculturas de madeira.

No antigo burgo, dominado pelo Castelo de Sanseverino, inúmeras casas senhoriais podem ser admiradas; a dos Dolcetti, dos Lauria, dos Donadio e Di Jura.

Perto da vila você pode visitar as ruínas do Mosteiro de Chiaromonte (1395), da Abadia de Santa Maria do Sagitário e os restos do Convento dos Cistercensis, em San Severino Lucano.

Para os amantes das civilizações antigas em Chiaromonte existen três sítios arqueológicos pertencentes ao período pré-helênico.

Características são as cavernas visíveis na parede rochosa, hoje usadas ​​para o envelhecimento do vinho.

Locais de interesse

Castelo Sanseverino, Ruínas do castelo medieval, Palácio Di Jura, paredes e portas medievais, Palácio Lauria, Fontes, Abadia de Santa Maria do Sagitário (século XII), Igreja Matriz de S. João Batista, a Igreja de San Juan (XII.-XIII séculos), a Igreja de S. Tommaso sul Catarozzolo (século XIV), o Convento de Ventrile ou Frida, Mosteiro de Chiaromonte (1395), Calvário, Palacio Sanseverino (1319), o Palácio do Bispo (1609), Palácio Dolcetti (século XVIII), Palácio Lauria (século XVIII), Palácio Donadio (século XIII), o Palácio Di Jura (século XVIII), zona arquelógica grega Baattifarano-Tre Confini, necrópole pré-grega na aldeia de San Rocco, sítio arqueológico com necrópole pré-grega na aldeia de SanPasquale, pontos panorâmicos de Catarozzo, Tempa Angari e Torre Spiga.

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Histórias familiares:Títulos Nobres dos Sanseverino
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2013 20:05
A casa Sanseverino é dividida em várias linhas e ramos com vários títulos, incluindo:
  • Barões: Domanico, Marcellinara (1445), Mendicino, Augitola Rocca, San Felicio
  • Condes: de Altavilla, Altomonte, Anglone, Belcastro (1376), Biccari, Caiazzo (1461), Capaccio, Itália (1166), Chiaromonte, Chiavenna, Colorno, Corigliano (1346), Lauria (1465), Loseto (1346) Marsico (1266), Matera, Mileto, Montescaglioso (1373), Montuoro, Power, Ruvo (1346), Sanseverino (1045), Saponara, Soleto, Terlizzi, Terra Nova, Tricarico (1380)
  • Marquês: Casalbora, Rojano, San Lorenzo, Valencia,
  • Duques: Amalfi, Corigliano, Erchie, Jelsi, Venosa (1391), San Marco (1449), S. Peter em Otranto (1539), Scalea, Sum (1521), Villermosa
  • Príncipes: Bisignano (1465), Luzzi, Pietrelcina, Salerno (1463), Erice, Della Riccia, St. Agatha, St. George, Torrenova, primeiro príncipe do reino de Nápoles (1662)
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Memórias de famílias:A Casa dos Sanseverino
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2013 10:12
A casa de Sanseverino
Astrid Filangieri

O Castelo de San Severino assumiu, desde o período da dominação Lombarda, a maior importância dado estar localizado no limite extremo do principado de Salerno e em frente à cidade de Rota, que, no século IX era um dos limites desse Principado. Foi o baluarte mais forte para a defesa de Salerno. Além disso, a mesma artéria que ligava o ducado de Nápoles a Salerno e Salerno com o ducado de Benevento, torna-se um dos lugares mais importantes entre as defesas dos limites do principado, papel que se manteve na história. No entanto, seu período mais glorioso é indicado com a chegada dos normandos.

Sob a bandeira de Robert Guiscard, por volta de 1045, vieram para essas partes do imperio dois bravos cavaleiros, irmãos, Angerio e Turgisio. O valor demostrado por eles nas batalhas junto ao Duque da Apulia, rederam ao primeiro castelo do Santo Adjutore de Cava, e ao outro o famoso Oppidum Rota, que foi por muito tempo um centro populoso e submetidas ao domínio dos Condes da mesma família dos Príncipes lombardos de Salerno. Turgisio usurpou as terras e as casas do Principe Lombardo Gisolfo, as da Igreja e dos Mosteiros. Por isto foi excomungado pelo Papa várias vezes, mas ao devolver algumas das terras invadidas, foi perdoado e manteve-se Senhor de alguns delas, especialmente da Rota do qual foi investido Senhor por Robert Guiscard em 1061. Encontramos menção segura do senhorio de Turgisio sobre a Rota no ano de 1067, quando começou a se autodenominar Turgisio de Rota. Da mesma maneira os filhos de Angerio queriam recordar as glórias de seu pai e se denominaram Filii Angerii, ou simplesmente Filangerii, daí o nome da família de poderosos Filangieri.

Turgisio em 1077 foi confirmado Conde de Rota e investido de novas posses no vale do Sanseverino e não demorou muito para estabelecer lá sua residência e de onde seus sucessores recebem o nome do castelo e se autodenominam Sanseverino.

Em 1081, Turgisio é sucedido por seu filho Ruggero, que terminou seus dias como monge na Abadia de Cava. (Em alguns documentos do século XII fala-se de um Turgisio II senhor de muitas terras no Cilento, mas nem todos concordam em afirmar que ele fora filho de Turgisio de Rota). Ruggero foi sucedido por seu filho Enrico, e a este, Guglielmo, que foi o pai do conde Giacomo.

A família Sanseverino assume rapidamente grande poder e logo se torna uma das famílias mais ilustres e poderosas do reino. Foi investida com feudos: o condado de Marsico, Polla e Teggiano e quase todo o Cilento. Aparentada com as mais influentes e poderosas famílias baroniais, foi capaz de espalhar seus ramos em outras terras feudais.
Tomou parte ativa nos eventos políticos do Reino, no período Angevin e Aragonês se tornou muito poderosa, se não a mais poderosa das familias baronais da Italia Meridional e muitas vezes tornou-se déspota das monarquias napolitanas. Seu poder e atitude rebelde encontrou seu auge na época de Antonello Sanseverino, levando a episódios que resultaram na conspiração dos barões (1483-1485), na época de Ferrante de Aragão. A conspiração foi urdida contra Charles V e seu último governante da dinastia, Ferrante, Príncipe de Salerno.

Com Giacomo, filho de Guglielmo, recaiu o dever primeiro de defender o destino dos Sanseverinos no início do século XII.
Ele se casou com a filha de um dos Condes Normandos, Dietpoldo Vohburg, que dominava o Vale do Liri e capitaneava a Fortaleza de Arce além de ser Conde de Acerra.
Dietpoldo estava entre os senhores feudais alemães que Enrico VI estabelecera nos principados feudais na Itália.

No grande debate que se seguiu à morte de Enrico VI para a sucessão ao trono de Alemanha, Dietpoldo, com outros condes alemães estacionados na Itália, não conseguiu apoio dos Hohenstaufen, quem Inocêncio III, tutor de Federico Svevo, apoiava com outros alemães a partir de seus feudos. Dietpoldo, então, apoiou a facção de Otto IV e foi pago por ele com o Ducado de Spoleto.

Em 1218 Giacomo está claramente do lado de Federico e do Papa e nesse ano fez ao Svevo um incomparável serviço contra a pessoa de seu sogro, Dietpoldo.
Federico queria se livrar de tal inimigo, e confiou a tarefa ao Conde Giacomo, genro do astuto Dietpoldo contra quem ja havia levantado o poder e o valor de Gualtiero de Brienne. Giacomo capturou-o e trancou-o em uma prisão.

Mas a amizade entre o Sanseverino e o Svevo não dura muito tempo.
Em 1222, uma revolta dos sarracenos na Sicília força o Imperador a marchar para a ilha com poderoso exército. Faz, então, um forte apelo aos barões mais poderosos do reino para que forneça um número considerável de homens. Mas o seu comando não foi aceito por eles com a seriedade que o empreendimento requeria. O Conde Giacomo, o Conde Ruggiero Aquila, Tommaso de Caserta, e o Conde de Tricarico, foram para a Sicília com poucos homens. Federico se enfureceu e prendeu os Condes, trancando-os na prisão. Suas propriedades foram confiscadas e passaram para propriedade da Curia.

O Conde Giacomo permaneceu pouco tempo nas prisões sicilianas. Por um pedido do Papa Honorio III, o imperador o liberou (1224), mas obrigou-o a dar-lhe seus famíliares como reféns.
Nós não sabemos se o Conde Giacomo sucumbiu a esses pedidos ou o que ele fez depois de sua libertação. Provavelmente, ele foi para o exílio, mas mais tarde, convocado pelo imperador, participou da cruzada que partiu de Brindisi em 1227 sob o comando do próprio Federico. Mas a praga que havia semeado muitas vítimas provavelmente atingiu o Conde Giacomo, que nunca mais voltou para a costa italiana (1227). Embora não haja confirmação suficiente, diz a história que teria se tornado um Templário e fora Governador de Alepo.

Ele não deixou nenhum filho, e Federick querendo devolver o feudo aos Sanseverino, entregou-o a Tommaso, irmão de Giacomo.

Tommaso, depois de apenas um ano de governo, cedeu de volta à Curia o feudo dos Sanseverino e Cilento em troca do condado de Marsico, nas fronteiras da Basilicata, que desde a traição de Filippo, o último descendente de Marsico, estava nas mãos do fisco por falta de pagamento de impostos. A única pessoa que poderia aspirar pelo Condado era Tommaso, descendente, por parte de mãe, do penúltimo Conde Silvestre.

Tommaso casou-se com Perna de Morra e eles tiveram dois filhos, Guglielmo e Ruggero. Guglielmo se casou com Maria de Aquino, filha de Landolfo e irmã de São Tomás de Aquino.

A época de Guglielmo e de Tommaso Sanseverino foi um período tempestuoso: era o tempo das lutas contínuas entre Guelfos e Gibelinos, clima no qual se desenvolveu a conspiração contra o imperador. Esta não estava presente no meio dos barões somente, mas havia permeado pela Corte Imperial e pelo exército. Os Sanseverino também fizeram parte da conspiração.

Mas os conspiradores souberam que foram traídos, e esta foi a reação do Imperador:
"In hereditario Regno nostro Siciliae, sicut in pupilla oculorum nostrorum, offendi nullatenus patientes, in Regnum cum omni celeritate providimus procedendum, ..."

Pandolfo de Fasanella e Giacomo Morra com os outros cúmplices que estavam presos com Federico, fugiram para Roma. Guglielmo e Tommaso di Sanseverino refugiaram-se no castelo de Sala (Consilina), enquanto os outros, liderados pelos Theobald, sitiaram o castelo de Capaccio. Então Tommaso di Sanseverino e os Theobald juntamente com outros conspiradores suportaram o cerco da milícia imperial.

O primeiro a cair foi o castelo de Sala: Guglielmo e sua família foram aprisionados nas masmorras do castelo, aguardando sentença. Assim, a milícia imperial voltou seus esforços contra o castelo de Capaccio onde a resistência foi maior e mais tenaz, embora a munição dos sitiados fosse escassa.
No lado de fora do castelo, Theobald, com 150 outros conspiradores, e seus soldados (dos quais 40 eram da Lombardia, reféns do Imperador, e homens livres com Theobald), além de Tommaso e Guglielmo de Sanseverino e seus famíliares, foram mortos na frente de todos, tiveram os olhos arrancados e cortados seu nariz, pernas e mãos. Por determinação do Imperador, Theobald com outros cinco criminosos (incluindo Guglielmo de Sanseverino, um dos mais importantes líderes da conspiração), foram levados a todas as regiões do império, pintados com o símbolo papal encontrado no castelo de Capaccio, para que fosse conhecida por todos a sua infâmia. Era um aviso para aqueles que tinham que eventualmente tivessem idéias de revolta.

A família dos Sanseverino foi completamente destruída, exceto para o pequeno Ruggiero, filho mais novo de Tommaso, a mãe Perna de Morra, a jovem esposa de Guglielmo, Maria de Aquino e a pequena Catarina, sua filha.
O pequeno Ruggiero foi recebido em Lyon pelo Papa Inocêncio IV, que também fora exilado. Cresceu na corte do Papa, e mais tarde se casou com uma sobrinha do mesmo Papa.

No reinado de Manfredi o Papa pode voltar para a Itália e entrou em Nápoles em 27 de outubro de 1254. Neste clima de reconciliação Ruggiero recuperou os feudos dos Sanseverino.

Mas não demorou muito para as coisas mudarem. Os Sanseverino, que sempre apoiaram a Igreja, Ruggiero se voltou contra Manfredi tornando-se de fato o principal defensor da luta contra ele. Por isso Manfredi retomou os feudos que lhe dera e os entregou a Jordan de Anglano. Ruggiero lutou bravamente na batalha de fevereiro em 1266, que culminou com a sangrenta batalha de Benevento. Em um momento em que estavam prestes a serem derrotados, ele colocou na ponta de sua espada uma camisa encharcada de sangue, retirado de um soldado morto, usando-a como bandeira, reunindo novamente seus combatentes , levando-os à vitória. A este episódio se deve o significado do brasão dos Sanseverino: uma faixa vermelha em um campo de prata.

Tomou novamente posse de suas propriedades, e casou-se em segundas núpcias com Theodora Aquino, filha de Landolfo.

Em 1272 o rei Charles deu-lhe o Vicariato de Roma.

Em 1276 foi lhe confiado a expedição de envio de reforços e mantimentos até Avallone, na Albânia.

Em 1277, o rei o fez seu Vigário no Reino de Jerusalém, reino obtido graças ao empenho diplomático e militar Sanseverino, que na época contou também com a ajudou dos Templários.

Em 1284 o rei Charles o nomeou Príncipe de Salerno, Vigário Geral de seu pai Charles I de Anjou, Guarda e Defesa da cidade de Salerno contra os rebeldes sicilianos. O rei também nomeou Tommaso, filho de Ruggiero e Theodora, Capitão de Guerra e enviado para defender o litoral entre Salerno e Policastro.

Ruggiero morreu em 1285 no condado de Marsico.

Sobre Tommaso sabe-se que sentiu a influência de seu tio São Tomás de Aquino, que mais de uma vez tinha se hospedado no castelo Sanseverino, em Chiaromonte, onde teve um de seus êstases. Tommaso assumiu uma participação ativa na glorificação do seu tio. Mais tarde, ele construiu o Monastério de Pádua em honra de San Lorenzo que, segundo a tradição, teria sido queimado vivo naquele local. O Monastério de Pádua é hoje um dos patrimônios da humanidade, reconhecido pela UNESCO.

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Bibliografia
• Horst Eberhard, Frederico II da Suábia - O filósofo e poeta Imperador, Rizzoli
• Carlo Ruta, poetas da corte de Frederico II - A escola siciliana, Edi.bi.si.
• máxima do Reino, O castelo da Sanseverino no século XIII e São Tomás de Aquino, Centro de Documentação para a História do Mercado Sanseverino.
• C. Gonzaga, famílias nobres.
• Charles Carucci, A Província de Salerno - Desde os tempos antigos, a noite de sorte Norman Biblosteca Edições farpas.
• Dom Alfonso Tisi, São Tomás de Aquino e Salerno, gráficos Jannone-Salerno.
sites: www.mimmademaio.com

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Histórias familiares:Ruggero Sanseverino
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2013 07:17

Conte di Rota

Sposa Sirca, figlia di Pandolfo dei Principi di Salerno

Com a morte de Tugisio, Ruggero o sucede. Ruggero termina sua vida na Abadia di Cava, como monge.

Ruggero é sucedido pelo filho Enrico e depois por Guglielmo, pai do Conde Giacomo.

A familia Sanseverino logo se torna uma grande potencia e uma das mais ilustres do Reino de Napolis. Foi investida de vários feudos, como os condados de Marsico, de Polla e de Teggiano e de quase todo o Cilento. Aparentada com as mais potentes familias de barões extendeu suas ramificações a quase todas as terras feudais. Nos periodos da dominação de Angio e depois de Aragão teve papel importantissimo nos arranjos politicos, tornando-se, talvez, a mais importante das familias baronais da Italia meridional ate a queda da monarquia napolitana, em meados do seculo XIX. Entre 1483 e 1485 Antonello Sanseverino liderou a Rebeliao dos Baroes contra a dinastia Ferrante d'Aragona, que derrubou Carlo V, o ultimo principe desta dinastina no Principado de Salerno.

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Histórias familiares:Tomasso Sanseverino
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2013 07:13

A queda e ascenção dos Sanseverino

Lord of Sanseverino, 1st Count of Marcsico

Tommaso teve dois filhos com Perna de Morra: Guglielmo e Ruggero.

Os tempos de Guglielmo e Ruggero nao foram os mais tranquilos. Estava em pleno curso as lutas entre os Guelfi e os Ghibellini, o que tornou o ambiente propício para ardir uma revolta contra o Imperador.

A traiçao nao se restringia ao ambito dos baroes, mas estava enraizada na Corte Imperial e no exercito. Ate os Sanseverino também faziam parte do esquema.

A revolta foi descoberta e os revoltosos comunicados da decisao do Imperador: “In hereditario Regno nostro Siciliae, sicut in pupila oculorum nostrorum, offendi nullatenus patientes, in Regnum cum omni celeritate providimus procedendum ...”

Pandolfo de Fasanella e Giacomo della Morra juntamente com outros cumplices que tentaram prender Federico, fugiram para Roma. Guglielmo di Sanseverino se refugiou no Castelo de Sala Consilina, enquanto outros, do grupo da corte de Tibaldi, se refugiaram no Castelo de Capaccio. Assim Tommaso Sanseverino e os revoltosos da corte de Tibaldo juntamente com outros rebeldes tiveram que enfrentar o assédio das tropas imperiais.

O primeiro a cair foi o Castelo de Sala. Guglielmo e os seus foram presos nas masmorras do Castelo, esperando pela sentenca da condenacao.

Em seguida as forças imperias se dirigiram para o Castelo de Capaccio onde a resistencia foi um pouco mais longa e tenaz, até que as municoes acabaram.

Todos foram então trazidos para o Castelo de Tibaldo, junto uns 150 revoltosos, sendo poucos soldados, e junto a eles Tommaso e Guglielmo de Sanseverino e outros membros da familia. Por decisao do Imperador Tibaldo, foram amarrados a cavalos, tiveram a cabeca raspada e pintada com os simbolos papais (encontrados no Castelo de Capaccio), e desfilaram por todo o imperio, vila por vila, para que todos conhecessem os traidores e o que acontecia com que desafiasse o imperador.

A familia Sanseverino ficou completamente arrasada e destruida, a excecao do filho mais novo de Tommaso e Perna de Morra, o pequeno Ruggiero, da jovem esposa de Guglielmo, Maria d'Aquino e da pequena Caterina, sua filha.

O pequeno Ruggiero acompanhou o Papa Inocencio IV em seu exílio em Lion, na Franca, onde passou a fazer parte da corte papal, vindo a se casar com a neta deste Papa.

Quando Manfredi sucedeu a Tibaldi no reinado, o Papa pode voltar para a Italia, chegando em Napoli em 27 de outubro de 1254. Neste clima de repacificacao Ruggiero rotoma seu feudo.

Mas as coisas nao tardaram a mudar e ate os Sanseverino, tradicionais apoiadores da Igreja, se insurgiram contra Manfredi, tornando-se assim o principal opositor de Svevo. Por isto Manfredi tomou de volta o feudo do Sanseverino e o deu a Giodano d'Anglano. Ruggiero Sanseverino nao se entregou e combateu valorosamente no encontro de fevereiro de 1266 que culminou com a cruenta batalha de Benevento. Em um momento da batalha, quando as tropas estavam por se dispersar, Ruggiero pegou a camisa ensanguentada de um soldado morto, espetou na sua espada e chamou as tropas de volta e as levou a vitória. Consta que os soldados fizeram os mesmo, e ensanguentados com o sangue dos mortos, aterrorizaram os inimigos.

O emblema dos Sanseverino era um escudo de batalha de aço com um faixa horizontal, tambem de aço. Para comemorar esta façanha e a vitória de Benevento, o emblema foi alterado e a faixa horizontal passou a ser vermelha.

Ruggiero retomou seus feudos e se casou em segundo matrimonio com Teodora d'Aquino, filha de Landolfo e irma de Sao Tomas de Aquino.

Em 1272 o Rei Carlos d'Angio lhe confiou a guarda do Vicariato de Roma. Em 1276 Ruggiero foi nomeado chefe da expedição a Avallone, na Albania, para envio de tropas e mantimentos. Em 1277 foi nomeado Vigario do Reino de Jerusalem, que so pertencia aos Angio graças aos esforços diplomaticos de Ruggiero com a ajuda dos Templarios. Em 1284 lhe foi confiada a custodia e a defesa de Salerno e nomeou seu filho com Teodora, Tommaso, como Capitao de Guerra responsavel pela defesa do litoral entre Salerno e Policastro.

Ruggiero morreu no Condado de Marsico em 1285.

Tommaso, seu filho, teve muita influencia do tio Tomas de Aquino que, certa vez, pernoitou no Castelo Sanseverino, em Chiaramonte, onde teve um dos seus estases e visões. Foi um dos ardorosos trabalhadores para a beatificação do Tio Tomas de Aquino.

Uma obra de Tommaso que pode ser vista até hoje é o Monasterio de Padua, erguido em honra a Sao Lourenco, que teria sido queimado vivo naquele local. O Monasterio de Padua é um dos monumentos patrimonios da humanidade reconhecidos pela ONU.

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Histórias familiares:Turgisio Sanseverino
Publicado por: Silverio Chiaradia Fernandes em Jul de 23 de 2013 07:05

Voltavam de uma Cruzada na Terra Santa vários senhores feudais, entre eles Roberto, o Guiscardo, Duque da Puglia. Dois valorosos soldados normandos, irmãos, Angerio e Turgisio haviam se destacado na campanha. Como recompensa pelos valores demonstrados nas armas, Roberto concedeu a Angerio o castelo de Santo Adjutorio de Cava e a Turgisio o Oppidum Rota, que foi por muito tempo um centro populoso sob o dominio da numerosa familia do Principe Lombardo de Salerno. Angerio e Turgisio eram filhos de Roger, o Normando Senhor de Arnes, que viveu entre 990 e 1023, descendente da aristocracia e realeza viking.

O Castelo de Sanseverino assume, já neste período da dominação lombarda, grande importância. Localizado num dos extremos limites do principado de Salerno e diante do burgo de Rota, que no século IX era um dos confins do principado e um dos mais fortes baluartes da defesa de Salerno alem de importante parte da integração Salerno, Napolis e Benevento.

Turgisio usurpou as terras e as casas do Principe Lombardo Gisolfo, alem da Igreja e da Abadia. Foi de imediato excomungado pelo Papa. Devolveu parte das terras invadidas e se tornou Senhor do restante, particularmente da Rota, e em 1061 Roberto, o Guiscardo investiu-o com o título destas terras. Turgisio então passou a se denominar Turgisio de Rota. Em 1077 foi confirmado como Conde da Rota e empossado como Senhor das terras do vale de Sanseverino, e não tardou a firmar lá sua moradia, de onde, seus sucessores tomaram o nome do Castelo Sanseverino como sendo o nome de familia. O Castelo fora construido no rochedo de Chiaramonte e dominava todo o vale.

Angerio, o irmão de Turgisio, também deu início a uma outra importante familia da nobreza do Reino das Duas Sicilias. Para recordar as glórias de seu pai, passaram a se denominar filli Angerii (filhos de Angerio), ou Filangerii que se perpetuaram como a familia Fialangieri.

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