Boas vindas

O meu nome é Vander Wilson Tonus  Rosangela Gonzaga da Costa Tonus , meu querido papai José Mario Tonus, iniciou este site e desenvolveu com muito amor e dedicação esta grande árvore genealógica da família Tonus, obteve a contribuição de informações e fotos de várias pessoas presentes neste valioso documento, homem que dedicou a vida para a esposa, filhos, genro, noras e netos, o maior orgulho dele sempre foi a família. Este precioso trabalho que ele nos deixou será continuado pelos membros administradores da Tonus Web, sob supervisão de Nestor de Oliveira Filho. O site foi criado usando o MyHeritage.com. Este é um excelente sistema que permite a qualquer um, como você e eu, criar um site privado para sua família, criar sua árvore genealógica e compartilhar fotos de família. Se você tem qualquer comentário ou feedback sobre este site, por favor, clique aqui para entrar em contato comigo.

A nossa árvore genealógica está publicada online neste site! Existem 523 nomes no nosso site de família.
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Notícias da família
Set 15, 2017
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Set 12, 2017
Vitor Henrique de Oliveira afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
José Roberto de Oliveira afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
Set 11, 2017
Paulo Rodrigues Vargas afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
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Jun 02, 2017
Maria Bernadete Tonus Marinho Tonus afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
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Mar 31, 2017
Maria de Lourdes Tonus Vargas afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
LUIZA APARECIDA TONUS PROENÇA DE- Sousa LUIZA APARECIDA TONUS afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
Mar 27, 2017
Nestor de Oliveira Filho afiliou-se à outro site de família: Tonus Guerino
Zenaide Paro Tonus de Oliveira criou um novo site de família: Tonus Guerino
Dez 10, 2016
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Set 12, 2016
Zenaide Paro Tonus de Oliveira acrescentou um comentário sobre <Private> dos Santos :
 Parabéns Manuela, muitas felicidades! 
 
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Artigos de notícias
Genealógia:Email de todos da familia
Publicado por: Maria Auxiliadora de Oliveira Bastos em Fev de 9 de 2014 11:30

Por favor adicionem o email de todos da familia enviando convites , pois não temos o email de todos obrigada

Maria e Edivaldo

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Anúncios:cONVITE
Publicado por: Maria Auxiliadora de Oliveira Bastos em Out de 23 de 2013 19:35
pOR FAVOR NÃO TENHO O GMAIL DE TODOS DA FAMILIA QUEM PUDER ADICIONAR MEMBROS DA NOSSA FAMILIA PELO GMAIL, FAVOR ADICIONAR NOVOS MEMBROS, FOTOS , ETC.... OBRIGADO. MARIA
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Histórias familiares:RECORDAÇÕES
Publicado por: Zenaide Paro Tonus de Oliveira em Mar de 22 de 2011 12:21

RECORDAÇÕES

Zenaide Paro Tonus de Oliveira

É com muita alegria, satisfação e orgulho que falo sobre a família Tonus. E hoje vou falar um pouco da minha infância. Falo dos meus avôs e pai imigrantes italianos que vieram para o Brasil e enfrentaram todas as adversidades que o novo, o desconhecido sempre se apresenta como barreiras a serem suplantadas, e eles, mesmo com dificuldades, mas, com fé, garra e se dedicando ao máximo conseguiram vencer na nova terra; na América como diziam.

Como é importante conhecer nossas raízes, família é sempre família, mesmo que vivendo a distância. Quantos ensinamentos e afetos recebemos de nossos de nossos pais e avós, agradeço a Deus por fazer parte dessa família.

Lembro-me quando criança, ainda pequenina, papai e mamãe já distribuíam as tarefas para nós irmãos, como por exemplo: varrer a casa, ir no pasto do Parão catar daquela erva vassoura para varrer o quintal, debulhar milho, tratar as galinhas, os porcos, recolher ovos. Depois quando maiorzinha, além dessas já citadas eram também apartar os bezerros, tratar das vacas, do cavalo, etc.

De manhã eu ia à escola e a tarde ia à roça carpir, trilhar arroz, milho, feijão. Em época de colheita carregar os feixes de arroz, mas também, no meio do trabalho, aproveitávamos para brincar um pouco. O papai batia o arroz e amontoava as palhas, então nós subíamos naquele monte de palha e pulávamos e virávamos cambalhotas, era uma delícia, hei tempinho bom. Que saudade! Na colheita do feijão era arrancar, carregar os manojos de feijão, espalhar no terreiro para secar e depois bater com varas ou cambão. Na colheita do café, com um pauzinho, batia nos pés de café e os grãos caiam todos ao chão, depois rastelávamos e o papai com a peneira abanava e ensacava, e com a carrocinha levava para espalhar no terreirão ao lado da nossa casa para secar por completo, depois guardava na tulha e esperava um bom preço para vender a safra toda do café.

Quando eu chegava da escola, quase nenhum dia eu queria almoçar: sabe o que eu fazia? Pegava uma faca e descia no quintal para comer frutas. La no pomar eu subia na laranjeira e chupava várias laranjas, ora subia nas goiabeiras e comia muitas goiabas. No tempo das mangas era nas mangueiras que eu ia, subia la no alto do pé de manga espada, no pé de manga rosa e chupava muitas, mas muitas mangas. Chegou ao ponto do José Antônio me apelidar de sanhaço (nome de um passarinho que gosta muito de frutas). Eu gostava e continuo gostando de frutas, de todas as frutas, para mim não existe fruta ruim. No fundo do nosso sítio tinha o quintal e abaixo passava o córrego que divisava nossas terras com o sítio do João Alves. Nas margens do córrego tinha pés de veludo, de ingás, eu comia de todas essas frutas. Depois atravessando este riozinho chegava no pasto do João Alves onde eu ia catar coco macaúba, enchia o embornal e chupava tanto coco que até saia feridas em volta da boca. Também íamos ao pasto da fazenda do Borge catar coco e veludo. Na Dona Filomena Alves íamos buscar jatobá. O José Antonio estava no seminário e me lembro que um ano nas férias eu fui com ele buscar jatobá na Filomena. Imaginem, com tantas frutas no quintal e nos pastos, acham que eu queria arroz e feijão? (risos).

Lembro-me que na Páscoa mamãe cozinhava ovos de galinha e pintava-os com lápis de cor, cada qual mais bonito um do outro. Para não haver discussão de quem ganharia o mais bonito então fazíamos competição. Colocávamos os ovos enfileirados no terreirão cimentado e de longe, cada um na sua vez, jogávamos moedas de cinqüenta centavos rumo à fileira de ovos e naquele que acertávamos era justamente aquele que comíamos. Era uma disputa sadia e comemorávamos a Páscoa com muita alegria.

Quando eu já tinha nove ou dez anos papai arriava o cavalo alazão na charrete e eu guiava o cavalo, juntos também iam a Carmem e a Isabel, e íamos trocar milho por fubá no moinho da fazenda do vovô Paro em Monte Belo e outras vezes no moinho da fazenda Spechoto. Na fazenda do vovô além do moinho de fubá também tinha a máquina de beneficiar arroz, então muitas vezes além do fubá trazíamos o arroz limpo para casa. Geralmente era o vovô Antonio Paro quem moía e trocava o fubá, ás vezes era outra pessoa quem nos atendia, tais como: tia Lúcia, tio Tonico etc. Agora, o arroz era sempre o tio José (Bepim) quem nos atendia. Muitas vezes íamos ao moinho do Spechoto porque era bem mais perto da casa, só que tinha um probleminha a mais na viagem. Acontecia que o nosso cavalo tinha um mau costume de querer ir só para o lado do Monte Belo e não para o lado de Colina, então quando íamos entrar na reta lá na fazenda do Aimar eu tocava o cavalo como se fosse para o Monte Belo, andava até ao rumo da casa do empregado da fazenda, fazia meia volta virando no sentido contrário na estrada e tacava rumo a Colina, assim o cavalo passava reto na entrada do sítio e íamos em frente. Chegando aos Spechoto, deixava a estrada de Colina e descia para a fazenda, passava ao lado da casa do pai da tia Nilza e chegava ao moinho. Trocava o milho por fubá e voltava alegre dirigindo a charrete até em casa.

Todos os Domingos e primeira sexta-feira do mês tinha missa na igreja Nossa Senhora Aparecida no Monte Belo, e nós de charrete íamos todos a missa. Ali onde nasci e cresci aprendendo tudo fiz minha catequese com o vovô Paro e a tia Lúcia, e fiz a primeira comunhão. La em casa a catequese era bem trabalhada, além de participarmos da catequese na Igreja, a mamãe uma vez por semana, a noite, reunia nós seus filhos e os filhos dos colonos e nos dava um bom reforço sobre religião. Papai e mamãe sempre primaram em nos passar boa religião, educação, respeito e bons costumes.

Como era gostoso aos Domingos depois do almoço quando o papai punha o cavalo na charrete e juntos com papai e mamãe íamos à casa do vovô Paro e passava a tarde toda brincando com as primas. Quantas alegrias e saudades que ficaram na lembrança.

Fico emocionada e ao mesmo tempo agradecida por fazer parte desta família e de lembrar-se do meu tempo de criança lá em nosso sítio. A vovó Pina morava conosco e lembro que ela sempre recebia carta vinda da Itália de uma irmã dela que vivia naquele País. A vovó lia a carta em italiano e traduzia em português relatando as notícias da Itália para nós. Também a vovó contava muitas coisas da Itália, dizia que moravam toda a família juntos numa grande casa. A casa era um sobrado e ao lado tinha a cocheira dos animais, geralmente vacas. Esses animais perto de casa além de ficarem protegidos de ladrões também aqueciam as pessoas no rigoroso inverno. Falava das plantações de uva, das quais faziam vinho, dos queijos e da boa comida italiana. No tempo da primeira guerra mundial ela dizia que chegaram a passar fome, pois não podiam plantar. Muitos homens chefe de família eram obrigados ir à guerra e a família ficava desamparada. Muitos homens porém, cavavam buracos na roça, no mato, ou até no próprio quintal e se escondiam todos os dias, voltavam só à noitinha para a casa para não serem capturados e mandados para frente de batalha. O tio Luiz Tonus que era criança achou uma bomba que não explodira e pegou na mão, nisso a bomba explodiu e ele se machucou muito. Meu pai dizia que passou muito frio na Itália, eles andavam descalço, mas, no tempo do frio mesmo, quando caia neve ele usava tamanco de madeira para proteger os pés da neve.

Nasci no sítio do vovô Paro e logo mudamos para o nosso sítio, lá vivi até aos quatorze anos de idade, porém com doze anos e meio fui morar em Colina para estudar, ficava a semana inteira na cidade e ia para casa no sítio no final de semana. Morei um ano e meio na casa da Dona Aracy Rocha e sua irmã Dora, onde aprendi muitas coisas com elas sobre religião, sobre vários bordados e coisas da vida, e na Matriz comecei a participar na Legião de Maria. Gostaria de dizer também que o padre José Figuls foi muito amigo da nossa família, muitas decisões eram resolvidas com o aconselhamento dele. Eu mesma fui orientada muitas vezes por ele, inclusive a continuar o curso ginasial. Depois o papai mudou-se também para a cidade ai fui morar com a família. Moramos um ano nesta casa e em 21 de abril de 1966 mudamos para Americana.

Chegando em Americana conheci o Nestor, namoramos três anos, me casei e formamos uma outra família alicerçada nas boas tradições tanto da minha como da família dele. Hoje vivemos felizes com nossos filhos e netos, onde posso deixar para eles, com muito orgulho, essa herança de raiz, para que eles possam, ao ler este livro, saber como foi a família Tonus e suas origens.

Americana, 16/03/2011

Zenaide Paro Tonus de Oliveira

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Histórias familiares:HOMENAGEM DA FAMÍLIA TONUS AO NOSSO QUERIDO AVÔ ANTONIO BENEDITO PARO
Publicado por: José Mario Tonus em Jun de 28 de 2010 18:05

HOMENAGEM DA FAMÍLIA TONUS

AO NOSSO AVÔ

“Sr.ANTONIO BENEDITO PARO”

EUGÊNIA GIRARDI PARO E ANTONIO BENEDITO PARO

Nosso avô Antonio Benedito Paro, que nasceu em Treviso aos 18/04/1882, filho de Sr. Benedetto Paro e Luigia Cardini Paro e veio para o Brasil em 15 de Março de 1887, que casou-se com nossa avó Eugênia Girardi Paro no dia 02/05/1903 e também nasceu em Treviso (Itália) aos 20/08/1883- filha de José Girardi e Luiza Chapim. Sendo que Ela veio para o Brasil ainda aos nove meses de idade.

Esse ilustre casal teve doze filhos com muito amor e carinho, dando à Eles uma educação refinada, que servio de exemplo para Nossa família.

Homem trabalhador, muito religioso, enérgico, mas honesto ao extremo e respeitador das pessoas que com Ele conviveram.

O Sr. Antonio Benedito Paro, foi um homem muito respeitado e muito querido na região da fazenda Monte Belo e Circunvizinhas, também na cidade de Colina onde mantinha Seus negócios.

Ele ajudava muitas pessoas naquela região e após a construção da Capela de Nossa Senhora Aparecida situada em sua fazenda, devido à uma promessa de Seu irmão Ângelo Paro, passou a cuidar além da própria capela, da religiosidade da Sua família e do povo que O aceitava como grande religioso que era.

Freqüentemente ensinava o catecismo da religião católica para as crianças e adultos até a primeira Eucaristia. Do qual Eu e meus irmãos participamos.

Também teve a honra de ter um filho com muita importância política na cidade de Colina, o Nosso tio João Paro (Piquira), que além de vereador foi também Prefeito daquela cidade, sendo que exerceu Seu mandato com muita responsabilidade e muita dignidade este alto cargo que o povo colinense lhe outorgou.

Portanto, Nossa família tem a Honra de Homenagear este Homem com muito orgulho de pertencermos à essa Família Maravilhosa.

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Histórias familiares:DADOS BIOGRÁFICOS DO Sr. BENEDITO PARO, AVÔ DA NOSSA MÃE AURÉLIA PARO TONUS
Publicado por: José Mario Tonus em Jun de 26 de 2010 14:33

DADOS BIOGRÁFICOS D Sr. BENEDITO PARO.

AOS 21 DIAS DO MÊS DE MARÇO DE 1854, NASCEU EM TREVISO, NA ITALIA O Sr. BENEDITO PARO, FILHO DO Sr. LUIZ PARO E Dª JOANA GOBO.

CHEGOU AO BRASIL EM L5 DE MARÇO DE 1.887, ACOMPANHADO DE SUA ESPOSA E TRES FILHOS, TENDO FIXADO RESIDÊNCIA NA FAZENDA ALBERTINA EM RIBEIRÃO PRETO. ONDE PRESTAVA SERIÇOS AO Sr. MARTINICO PRADO.

EM OUTUBRO DE 1896, ADQUIRIU PEQUENA PROPRIEDADE NA FAZENDA ESTIVA, NO MUNICÍPIO DE COLINA, ONDE RESIDIU ATÉ 1911.

GRAÇAS À SEUS ESFORÇOS PROGREDIU SENSIVELMENTE, TENDO ADQUIRIDO NOVA ÁREA DE TERRA NO MESMO MUNICÍPIO.

TERRAS DE ÓTIMA QUALIDADE, COBERTA DE MATAS, TIVERAM EM BENEDITO PARO, UM DOS SEUS MAIORES DESBRAVADORES.

COM SEU TABALHO PROFÍCUO E O EXEMPLO DE LAVRADOR INCANSÁVEL, AJUDADO POR SUE FILHOS, TRANSFORMOU AQUELAS MATAS NUMA BELA FAZENDA DE CAFÉ E PASTAGENS, HOJE FAZENDA MONTE BELO. ONDE ESTÁ LOCALIZADO OGRUPO ESCOLAR.

AOS POBRES E ÀS CRIANÇAS, DEDICOU GRANDE PARTE DE SUA VIDA.

PREOCUPADO EOM A EDUCAÇÃO E CULTURA DE SEUS FILHOS E FILHOS DE COLONOS, EM 1915, CONSTRUIU NA FAZENDA, UMA ESCOLA, TENDO PARA ISSO CONTRATADO UM ROFESSORA ARTICULAR.

CASADO COM Dª LUIZA CARDIM, ENVIUVOU EM 01 DE FEVEREIRO DE 1926, APÓS 53 ANOS DE VIDA CONJUGAL FELIZ, DADO À FORMAÇÃO MORAL E CRISTÃ DE AMBOS.

FALECEU EM 28 DE SETEMBRO DE 1.930, COM 76 ANOS DE IDADE, DEIXANDO OS SEGUINTES FILHOS:

ANTONIO BENEDITO PARO, CASADO COM EUGÊNIA GIRARDI:

GIÁCOMO PARO, CASADO DOM ITÁLIA MARIN:

ELVIRA PARO, CASADA COM JOÃO PIAI:

MARINA PARO, CASADA COM PEDRO VELLO:

ANGELO PARO, CASADO COM SANTA PIAI:

CATARINA PARO, CASADA COM JÃO POLIZELLI:

E ERNESTO BENEDITO PARO, CASADO COM ANTONIA FAVARETTO.

HOMEM HUMILDE, LEGOU AOS SEUS FILHOS UM PATRIMÔNIO, DEIXANDO AOS MESMOS O EXEMPLO DE CARÁTER E HONRADEZ. AMIGO LEAL E ÍNTEGRO, GOZAVA DE GRANDE ESTIMA EM COLINA E POR TODA REGIÃO ONDE DEIXOU MUITOS AMIGOS, ALÉM DE PERTENCER À UMA DAS MAIS DESTACADA FAMÍLIAS DO MUNICÍPIO.

EM 09 DE ABRIL DE 1954, INAUGURAVA-SE O GRUPO ESCOLAR, CONSTRUIDO EM TERRENO DE PROPRIEDADE DE ANTONIO BENEDITO PARO E GIÁCOMO PARO, FILHOS DO Sr. BENEDITO PARO, QUE DOARAM EM HONRA À SEU EXTINTO PAI. Sr. BENEDITO PARO.

OBSERVAÇÃO: -Este documento é uma reescrita do documento original que se encontrava em poder do nosso tio (Antonio Paro Filho).

SENDO QUE O Sr. BENEDITO PARO, ERA PAI DO NOSSO AVÔ ANTONIO BENEDITO PARO, PAI DA NOSSA MÃE AURÉLIA PARO TONUS.

O Sr.ANTONIO BENEDITO PARO E A Sª EUGÊNIA GIRARDI PARO, SE CASARAM NO BRASIL, NO DIA 02 DE MAIO DE 1903, EM COLINA, SEGUNDO RELATO DA NOSSA TIA, IRMÃ DA NOSSA MÃE, TIA LÚCIA.

DESTE CASAMENTO O CASAL TEVE 12 FILHOS, SENDO QUE O MAIS VELHO JOÃO PARO, FALECEU AOS 16 ANOS VÍTIMA DE UMA APÊNDICE. 1904- +1920.

EM SEGUIDA NASCERAM:

25/10/1905- LUIZ ANTONIO PARO (TIO LUIZ) +------

17/04/1906- LUIZA JOANA PARO BOLONHESE (TIA LUIZA) +15/04/1975

1909- GENOVEVA PARO FAVARETTO. (TIA GENOVEVA) +18/04/1936

30/08/1910- PEDRO ANTONIO PARO. (TIO PEDRO) +-------

30/01/1912- JOSÉ ANTONIO PARO. (TIO JOSÉ- BEPIM). +1978

12/10/1913- LUZIA PARO (TIA LÚCIA) +15/04/2005

31/05/1916- MATILDE PARO ALVES COSTA. (TIA MATILDE). +20/05/2006

05/05/1918- AURÉLIA PARO TONUS. (NOSSA MÃE) +24/06/1990

20/08/1920- JOANA PARO MARINI. (TIA JOANA) +12/11/1991

16/11/1923- JOÃO PARO (TIO JOÃO- PIQUIRA)

11/02/1931- ANTONIO PARO FILHO. (TIO TONICO) +2006
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Histórias familiares:NOSSOS PAIS (AURÉLIA PARO TONUS E GUERINO TONUS)
Publicado por: José Mario Tonus em Jun de 15 de 2010 17:12

NOSSA MÃE AURÉLIA, SEMPRE MUITO RELIGIOSA E FILHA DE UMA FAMÍLIA QUE TAMBÉM ERA ALÉM DE RELIGIOSA, MUITO BATALHADORA.

AOS 21 ANOS, APÓS UM LONGO TEMPO DE NAMORO, CASOU-SE COM NOSSO PAI (GUERINO TONUS), QUE ERA FILHO DE LAVRADOR (GIUSEPPE TONUS E GIUSEPHINA BARBIERI TONUS) ÉPOCA EM QUE ELE MORAVA NA FAZENDA DO Sr.ERNESTO PIAI E TRABALHAVA EM CULTURA DE CAFÉ.

O CASAMENTO FOI NA IGREJA SÃO JOSÉ DE COLINA E APÓS O CASAMENTO AOS 18 DIAS DO MÊS DE NOVEMBRO DE 1939, FORAM MORAR COM NOSSOS AVÓS, NESTA MESMA FAZENDA DOS PIAIS COMO SE DIZIA NA ÉPOCA, ATÉ ARPOXIMADAMENTE MEADOS DO ANO DE 1940.

QUANDO SE MUDARAM PARA MONTE BELLO, MAIS PRECISAMENTE NO SÍTIO DO Sr. CARLOS PARO QUE ERA FILHO DO Sr. LUIZ PARO, DONO DA FAZENDA QUE A FAMÍLIA DO NOSSO AVÔ, (GIUSEPPE TONUS) FOI MORAR E TRABALHAR QUANDO VIERAM DA ITÁLIA EM 1923.

O CASAL TEVE DEZ FILHOS SENDO:

MARIA THEREZINHA-16/10/1940.

JOSÉ ANTONIO TONUS- 01/06/1942.

LUIZ APARECIDO TONUS-1943, QUE VEIO A FALECER APÓS DOIS MESES.

LUIZA APARECIDA TONUS-21/06/1945.

JOSÉ MARIO TONUS-(ESTE QUE ESCREVE) -16/05/1947.

ZENAIDE PARO TONUS- 21/01/1951.

MARIA DO CARMO TONUS-29/05/1953.

MARIA IZABEL TONUS-26/08/1954.

MARIA DE LOURDES TONUS-04/02/1959.

MARIA BERNADETE TONUS-26/12/1960.

SENDO QUE TODOS QUE ESTÃO VIVOS, GRAÇAS AO NOSSO BOM DEUS TIVERAM UMA BOA EDUCAÇÃO POR PARTE DOS PAIS E APRENDERAM COM O EXEMPLO DELES SEREM PESSOAS RESPEITADORAS E CUMPRIDORAS DE SEUS DEVERS.

NOSSA MÃE ERA MUITO DEVOTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO, POIS FOI SAGRADA A ELA E USAVA O ESCAPULÁRIO DA SANTA, TAMBÉM DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E TINHA A FITA QUE USAVA SEMPRE NAS MISSAS DA 1ª SEXTA FEIRA DO MES DEDICADO A "ELE" E DEVOTA FERVOROSA DE SÃO JOÃO BATISTA. SEMPRE NO DIA 24 DO MÊS DE JUNHO DE CADA ANO, POR SER ELA TAMBÉM, ALGUÉM QUE GOSTAVA MUITO DE REZAR TERÇOS, EM NOSSA CASA OU NA CASA DOS VIZINHOS, ENTÃO REZAVA O TRADICIONAL TERÇO À SÃO JOÃO.

NO DIA 24 DO MÊS DE JUNHO DO ANO DE 1990, NÃO POR ACASO FOI O DIA DO SEU FALECIMENTO.

TEMOS A RESSALTAR, QUE APÓS TER VIVIDO UMA VIDA BASTANTE OCUPADA COM TUDO E COM TODOS, TEVE TAMBÉM UMA BELA PASSAGEM DESTA VIDA PARA UMA OUTRA QUE TEMOS CERTEZA QUE BEM MELHOR. NOSSO PAI TMBÉM MUITO DEVOTO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS DO QUAL TINHA A FITA QUE USAVA EM TODA MISSA DA 1ª SEXTA FEIRA DO MES, TAL QUAL NOSSA MÃE.

ELE ERA TAMBÉM CONGREGADO MARIANO E EM TODAS CELEBRAÇÕES USAVA A FITA AZUL DA CONGREGAÇÃO COM MUITO ORGULHO.

TAMBÉM TEVE UMA VIDA DE MUITO TRABALHO E DE UMA EDUCAÇÃO REFINADA, APESAR DA POUCA CULTURA, POIS NÃO TEVE A OPORTUNIDADE PARA TAL.

DEPOIS DE PASSAR POR UM PERÍODO DE DOENÇA GRAVE, TEVE UMA PASSAGEM PARA OUTA VIDA DÍGNA DE UMA PESSOA MUITO CATÓLICA.

“HOJE OQUE NOS RESTA É MUITA SAUDADE DOS DOIS”

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Histórias familiares:FUNDAÇÃO DA IGREJA NOSSA SENHORA APARECIDA DO MONTE BELO
Publicado por: José Mario Tonus em Jun de 11 de 2010 14:57

FUNDAÇÃO DA IGREJA NOSSA SENHORA APARECIDA DO MONTE BELO

Por volta dos anos 1925 e 1926, Nosso tio Angelo Paro, irmão do Nosso avô Antonio Benedito Paro, encontrava-se muito doente.

Comentava-se que era uma pneumonia grave.

Desta feita então, o Tio Angelo Paro fez uma promessa, que se fosse curado ergueria uma igreja para Nossa Senhora Aparecida, à Quem Ele havia feito o pedido de cura.

Quando melhorou e se sentiu curado, falou com Seu pai Benedito Paro, que reuniu Seus familiares e juntos construíram a tal igreja e assim fizeram. No dia 15 de Dezembro do ano de 1928, a Igreja foi inaugurada. A primeira missa foi celebrada pelo então Padre Jaime, pároco de Colina nessa época.

Nessa mesma época o Padre Vitor Coelho de Almeida, Padre redentorista da Cidade de Aparecida do Norte, foi ao Monte Belo pregar as Santas Missões e em uma das Suas pregações Administrou a primeira comunhão aos meninos e moços do Monte Belo e região, que haviam sido preparados para tal, pelo Nosso avô Antonio Benedito Paro.

Um desses garotos era Meu Pai, Guerino Tonus, que sempre comentava o fato ocorrido e fiquei sabendo com detalhes.

Nesta igreja Eu e todos Meus irmãos fomos batizados, Eu e vários dos Meus irmãos recebemos a primeira comunhão e Fui congregado Mariano nesta mesma igreja até o ano de 1965, quando da Nossa mudança do Monte Belo para Colina e em seguida, no ano de 1966, Mudamos para Americana onde Moramos até esta data.

Temos muito orgulho de fazermos parte do pessoal que freqüentou a igreja do Monte Belo.

José Mario Tônus.

É Neto Paterno do Sr. Giuseppe Tônus

E Neto Materno do Sr. Antonio Benedito Paro.

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Histórias familiares:IDENTIFICAÇÃO
Publicado por: José Mario Tonus em Maio de 27 de 2010 18:02

IDENTIFICAÇÃO DE JOSÉ MARIO TONUS

Eu José Mario Tonus, sou o 5º membro da Família (filhos de Guerino Tonus e Aurélia Paro Tonus) de dez irmãos, sendo que o 3º (Luiz aparecido Tonus) faleceu aos dois meses de idade.

Pertenço à uma família humilde, más de boa índole, Católica praticante e ( sou casado com Rosalina Fonseca Tonus desde o dia 04/11/1967)temos três filhos e nove netos.

1-Vanderson Messias Tonus, Casado com Maria Aparecida Ferreira Tonus (com 42 anos de idade) e tem quatro filhos.

As duas mais velhas, (Jéssica Ferreira Tonus e Jaqueline Ferreira Tonus) são gemeas e tem vinte e dois anos de idade.

A Jéssica, formada em Ciências Contábeis pela FAM em 2009 e a Jaqueline formada em Pedagogia, também pela FAM em 2008.

O terceiro filho, Vanderson Messias Tonus Junior, tem 17 anos e está cursando o 3º Ano Técnico da Computação no Colégio D. Pedro II e se formou em Mecanica no SENAI.

A quarta filha se chama Mariana Ferreira Tônus e tem um aninho de idade.

2- Vander Wilson Tonus, casado com Rosangela Gonsaga da Costa Tonus e tem uma filha com 12 anos e está no 6º Ano Escolar.

3- Vanize Tonus Ruas, Casada com Vanderlei Tonus Ruas e tem quatro filhos.

Caroline Tonus Ruas, com 16 anos e está cursando o 2º Ano do ensino médio.

Gabriel Tonus Ruas, com 12 anos e está cursando o 6º Ano Primário.

Alessandra Tonus Ruas, com 10 anos e está cursando o 4º Ano Primário.

Gustavo Tonus Ruas, 8 anos e está no 2º Ano primário.

Sou casado desde 04/11/1967, com Rosalina Fonseca Tonus e Fiz Bodas de Prata em 04/11/1992.

Desta feita constituimos uma Família Feliz.

Meus Irmãos são.

Maria Terezinha Tonus- 16/10/1940

José Antonio Tonus- 01/06/1942

Luiza Aparecida Tonus- 21/06/1945

José Mario Tonus- 16/05/1947

Zenaide Paro Tonus- 21/01/1951

Maria do Carmo Tonus-29/05/53

Maria Isabel Tonus- 26/08/1954

Maria de Lourdes Tonus- 03/02/1959

Maria Bernadete Tonus- 26/12/1960

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Histórias familiares:FAMÍLIA TONUS E SUA HISTÓRIA
Publicado por: José Mario Tonus em Maio de 23 de 2010 14:26

GIUSEPHINA BARBIERI E GIUSEPPE TONUS

FATOS QUE MARCARAM ÉPOCAS NA FAMÍLIA TONUS

O principal fato que levou a gente pesquisar muito e escrever algo sobre a família Tonus, é para que nossos filhos e netos tenham ciência da importância da “FAMILIA”.

Relatos de nossa avó, Giusephina Barbieri, que morou por muito tempo dividindo nossa casa, (de Guerino Tonus e Família) e a casa de nossos tios (Santa Tonus [Thina] e Luiz Antonio Paro) quando a gente morava no sítio, de onde somente saímos para morar em Colina em 1965, que após um ano viemos morar em Americana no dia 21 de Abril de 1966..

Quando ela era solteira, residia na Itália, juntamente com seu pai Luiz Barbieri, em uma comunidade onde sua família Barbieri, ocupavam algumas casas em uma só comunidade e quem coordenava toda esta comunidade era um Patriarca, seu avô Antonio Barbieri, que na época gozava de muita saúde, com seus noventa anos de idade.

Fato este, que marcou, pela união que já naquela época era fundida nesta família, pois todos filhos e netos de nosso tataravô que iam casando, recebiam um pequeno dote para iniciarem a suas vidas a dois e depois, todos trabalhavam na mesma comunidade e quem fazia a partilha era o Patriarca, que além deste compromisso, tinha também o comando geral de todos os negócios de compras e vendas que a família efetuava.

Na época a principal atividade desta comunidade era o cultivo de amora para alimentar as lagartas do bicho da seda e o cultivo do trigo, o qual era vendido para ajudar na manutenção da comunidade, além do cultivo da uva para fazer vinho e muitas frutas, tais como a maçã e o figo, para consumo da própria comunidade.

Pois tinham os ranchos (barracões) onde eram colocados os ovos das borboletas, que assim que geravam as lagartas, consumiam grande quantidade de folhas de amora, para se alimentarem bem. Até que por volta de12 a15 dias, essas lagartas teciam seus casulos, ficando todos pendurados em arames colocados especialmente para eles.

Desta feita vinha nova etapa de serviço para a comunidade, que era enrolar os fios de seda retirados dos casulos, em grandes novelos, para serem vendidos às fábricas de tecido (seda). Uma das etapas que utilizava muita mão de obra, era a cultura e colheita da amora, para alimentar as lagartas. Isto em virtude de que na época, a preparação da terra era feita totalmente com tração animal, com burros e bois.

Cada dois bois ou burros, puxavam o arado com o comando de um elemento da comunidade, que se ocupava deste serviço por vários meses do ano.

A colheita dos pés de amora se dava quando estas alcançavam em torno de um metro e vinte centímetros a um metro e cinqüenta centímetros de altura, pois com esta altura as mesmas possuíam grande quantidade de folhas, que daria para alimentar maior número de lagartas e seu corte era efetuado com foice (ferramenta de corte com cabo bem longo).

Algumas pessoas efetuavam o corte da amora, outras transformavam em feixes, que outras desta mesma comunidade, recolhiam através de carroças até os barracões onde estavam as lagartas do bicho da seda.

Também nesta comunidade, uma grande quantidade da uva que era colhida. Fazia-se o vinho que consumiam, isto tudo de maneira artesanal, mesmo que este vinho era produzido em grande quantidade, pois segundo nossa avó o vinho era consumido de manhã e em lugar de água durante o dia. Para isto guardavam toda a produção em cartolas de madeira em uma dispensa. Sendo que nesta mesma dispensa, guardavam todos outros alimentos que eram consumidos durante o ano.

Tinham também algumas vacas, para obterem o leite que as crianças consumiam, pois segundo nossa avó, apenas as crianças tomavam leite, os adultos comiam muita fruta e tomavam muito vinho.

A respeito de nosso avô Giuseppe Tonus, sabemos que era filho de lavrador e muito trabalhou para criar os dez filhos que tinham.

Quando nossos avós se casaram, foram morar em uma casa separada da comunidade, propriedade que nosso avô adquiriu, na zona rural. Sendo que esta casa era do tipo assobradada e a parte inferior da casa fazia parte do estábulo, onde as vacas ficavam durante a noite. Contava também Nossa avó, que nas noites de frio colocavam bancos dentro deste estábulo, formando um círculo onde as pessoas se assentavam. Uns contavam histórias, depois rezavam e nossa avó se ocupava fazendo crochê, ou arrumando as roupas danificadas, para serem usadas no serviço do dia a dia. Tudo isto ao meio das vacas, que permaneciam deitadas e ruminando.

Desta feita emitiam ar quente, que aquecia o local onde estavam. Durante o dia, nosso avô e seus filhos mais velhos iam recolher feno, para alimentar seus animais.

Nossa avó contava que durante a guerra de 1914 a 1918, os soldados alemães se alojaram na parte inferior da casa onde nossos avós moravam com seus filhos e se apossaram de tudo que havia de reserva de alimentos para todo o ano. Segundo Ela, tinha muita lingüiça feita com carne de porco, latas de gordura deste mesmo porco e também algumas barricas com vinho.

Ao chegarem, os alemães além de consumirem o estoque da dispensa, jogavam barricas de vinho a rolar pelo quintal e as estouravam, derramando todo vinho sobre a terra.

Desta feita, nossos avós tiveram muitas dificuldades para arrumarem alimentos para a sobrevivência de todos. Até a vaca que nosso avô tirava o leite que as crianças tomavam, foi levada pelos alemães. Mesmo com nosso avô correndo atráz e implorando, não foi suficiente para que deixassem a vaca para Ele. Se não bastasse o ocorrido, devido à falta de soldados para combaterem contra os alemães, nosso avô foi recrutado com outros italianos, para irem a frente de combates, ficando nossa avó e os filhos todos pequenos, para cuidarem da propriedade e recolherem alimentos para todos.

No ano de 1916, quando nasceu nosso pai, (Guerino Tonus), nosso avô pediu autorização para ir visita-lo e não mais voltou para combater, ficando escondido em trincheira por Ele construída.

Nossa avó é quem levava comida as escondidas, pois se os alemães descobrissem, Ela era severamente punida. Sabe-se, que tiveram muitas dificuldades durante esta guerra, que até semente de vassoura, socada ao pilão era servida como refeição.

Nosso tio Verginio Tonus (Gino), segundo Nossa avó, era o único que não passava por tanta dificuldade, pois os soldados o apelidaram de (codorna), que era o mesmo apelido do comandante Deles e assim o tratavam muito bem. Pois Ele comia junto com os soldados.

Ela contava que durante a guerra, os combates eram muito próximos de onde eles moravam, portanto ouviam muitos tiros e tiveram muito medo. Foram anos de muito desespero e muita mizéria. Até que ouviram muitos tiros e um barulho imenso, pois foi destruída a ponte sobre o rio Piave, onde houve um combate muito sangrento. Contava-se até, que o rio se transformou em sangue, pois muitos alemães morreram neste combate.

Era o início do final da guerra, pois a Itália ganhou a batalha naquele dia e em seguida foram mortos muitos alemães que ficaram naquela região. Até mesmo um soldado alemão foi levado ao suicídio no quintal da casa de nossos avós.

Depois de passarem por muita dificuldade para sobreviverem na região em que moravam na época, resolveram que viriam para o Brasil a convite dos parentes que aqui já residiam.

Pois a esposa do Sr. Luigi Paro (Nota: hoje sabe-se atraves de documento obitido na Itália que o nome deste senhor não era Luigi, mas Antonio Paro e ele não veio para o Brasil, faleceu novo na Itália (creditos p/ Nestor)), Luigia Barbieri, pai de Luiz Paro casado com Amábile Vello, era irmã do pai da Nossa avó Giusephina Barbieri. :

Em 27 de Desembro de 1923, deram entrada na Hospedaria do Imigrante em S.Paulo. Depois de terem viajado por dois meses, no NAVIO DEL PLATA e feito uma viagem de muitos riscos, pois até mesmo muita água entrou no navio durante a viagem devido ao fato deste navio estar muito velho e quase que sem condições de uso.

Ao vermos nossa avó contar, percebíamos tal foi o sofrimento que passaram durante a viagem, quando entrava grande quantidade de água no navio, devido às tempestades no mar e também devido à precariedade do navio. Pois o mesmo era muito velho e estavam muito mal conservadas suas máquinas, que eram movidas a vapor. Sendo que pelos relatos da época, este navio naufragou quando efetuava sua próxima viagem.

Ao desembarcar em solo brasileiro, ficaram alguns dias hospedados naquele local, (Hospedaria dos Imigrantes) em S.Paulo, até que embarcaram na Estação da Luz, na Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em um trem com destino a Colina, mais precisamente, na Fazenda Monte Bello. Em uma propriedade do Sr. Luiz Paro, pai do Sr. Antonio Paro(Tonhão), que tinha um grau de parentesco com nossa avó, pois seus antepassados tinham como genealogia, à família Barbiere.

Nesta fazenda, nossos avós plantaram muito café, sendo que também cuidavam de cafezal já produzindo café,em sistema de colono, onde permaneceram até 1928.

No ano de 1928, mudaram para a fazenda do Sr.Antonio Benedito Paro, nosso avô materno, onde cultivaram café em regime de colono, até o ano de 1931.

Em 1931 mudaram para a fazenda Estiva, numa propriedade que pertencia à família Pascom, também cultivando café em regime de colono, onde permaneceram até o ano de 1935, quando se mudaram para a fazenda do Sr. Ernesto Piai, Sendo que nesta fazenda, foram trabalhar em regime de meeiros. Devido este fato inédito na época, pois nenhum fazendeiro fazia contrato em regime de metade, para cada parte interessada, pois podiam obter maiores lucros devido ao fato, dos cafezais produzirem muito café, por que eram lavouras novas e bem tratadas.

Meu pai sempre comentava o fato, deles saírem para os pastos juntando esterco das vacas, para estercarem o cafezal e assim aumentar a produtividade .

Nossos pais se casaram no ano de 1939, no dia 18 de Novembro e continuaram morando com nossos avós Tonus na mesma fazenda e no mes de Junho de 1940, mudaram para Monte Bello, no sítio do Sr. Carlos Paro, filho do Sr. Luiz Paro..e cuidar de cafezal, novamente em regime de colono.Onde neste sítio, no dia 16 de Outubro de 1940, nasceu nossa irmã mais velha, Maria Therezinha Tonus.

No dia 1 de Junho de 1942 nasceu o José Antonio Tonus, também nosso irmão.

No ano de 1943 nasceu nosso irmão Luiz Aparecido Tonus, que faleceu com alguns meses de idade, devido a uma complicação de pneumonia..

No dia 21 de junho de 1945 nasceu nossa irmã Luiza Aparecida Tonus.

Sendo que no dia 16 de Maio de 1947 as 16,30h, coincidindo com um eclipse solar,onde escureceu por completo aquela tarde,exatamente no momento em que nosso pai havia ido buscar a parteira, nasceu este que escreve, José Mario Tonus.

No ano de 1948 nosso pai foi com a gente, morar no sítio do Sr.Antonio Vichine,genro do Sr.Luiz Paro, cuidar de cafezal em regime de colono,onde permanecemos até o mês de junho de 1950. Até esta época , nossa mãe ajudava nosso pai a cuidar do cafezal, deixando os filhos às vezes com vizinho, ou até mesmo levando-os para a lavoura, para brincarem embaixo dos pés de café.

Em 1950, quando mudamos para a fazenda do nosso avô Antonio Paro,cuidar de cafezal em regime de meeiro. Devido ao fato de estar com pouco café e o preço do mesmo não estar muito bom, nosso pai passou a utilizar um carrinho de tração animal e o tão estimado na época, o cavalo Rochedo e começou a efetuar as terças feiras, uma volta pelas fazendas, onde comprava ovos,aves e limão.

Os ovos e limão que Ele comprava, eram vendidos ao Sr.Antonio Favaretto, que tinha um comércio(Bar e Sorveteria) em Americana, na rua Floriano Peixoto, Centro,sendo que parte deste limão galego, era transformado em sorvetes, em seu próprio estabelecimento comercial. O transporte desse material era efetuado através do trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em engradados e caixas apropriadas para aquele tipo de transporte e eram muito bem acondicionado, que dificilmente havia perdas.

Também naquela fazenda nasceram nossas irmãs, Zenaide Paro Tonus no dia 21 de Janeiro de 1951 e Maria do Carmo Tonus, no dia 29 de Maio de 1953. Permanecemos morando nesta fazenda até por volta de Outubro de 1953, quando mudamos para o Sítio Santa Terezinha, onde no dia 26 de Agosto de 1954, nasceu nossa irmã Maria Izabel Tonus e no dia 26 de Dezembro de 1960, nasceu nossa irmã caçula Maria Bernadete Tonus.

No ano de 1954 foi inaugurado o Grupo Escolar Prof.Adão Corrêa Melges, o então grupo escolar,da Fazenda Monte Bello.Eu iniciei o primeiro ano escolar neste mesmo ano, vindo a completar o curso primário no mês de Dezembro de 1958,quando o Sr.João Henrique Paro foi nosso paraninfo e n os deu de presente uma caneta Johan Fhaber, que foi um fato de muito orgulho para todos os formandos da época.

Este sítio onde morávamos era chamado de sítio do Sr.Galdino, pelo fato do nosso avô ter comprado o mesmo do Sr.João Galdino, que era genro da Sra.Santa Spechoto.

Da data da compra do sítio até o dia em que lá fomos morar, quem morava neste local era o tio Luiz Antonio Paro, irmão de nossa mãe.

Fatos que marcaram época, neste sítio. Quando nosso avô fez a doação do sítio para nossos pais, Eles receberam também do nosso avo cinco vacas sendo elas:Roseira, Paulista, Coimbra,Baleia e Boituva, incluindo um burro(Sereno)e uma carroça e um cavalo(Negrão).

Ganhamos do Sr.Fernando Spechoto um lindo cachorro da raça perdigueiro de cor marrom (Nero).

Tínhamos uma cachorra da raça Buldog, chamada Campina, a qual criou seis cachorrinhos muito sadios.Compramos do Tio Luiz Tonus, que residia em Colina, uma porca, piau que era de muita estima, pois criava todos os filhotes e dificilmente morria algum.

Compramos três vacas holandesas que foram à prosperidade em criação de gado leiteiro, que tivemos no sítio. Pois em poucos anos, aumentamos consideravelmente a produção de leite e também a quantidade de vacas, pois 90% dos filhotes, eram fêmeas.

Compramos um lindo boi de raça zebu, do Sr.João Henrique Paro, que era muito manso e costumávamos puxá-lo com um cabresto e quando tinha apenas quatro anos de idade, comeu erva daninha e ao tomar água no rio,morreu envenenado. Foi muito grande a tristeza, pois a gente tinha um carinho muito grande com ele.

Morando neste sítio, ocorreu uma grande coincidência, pois plantávamos milhos e arroz na fazenda do Sr.Antonio Paro (Tonhão), onde nosso pai foi morar quando veio da Itália no ano de 1923. Também a gente colhia algodão para o Sr.João Malpica na fazenda do Sr.João Henrique Paro e para o Sr.Manolo Martins, na fazenda S.Braz.

Trabalhávamos muito, mas éramos felizes,

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